quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Segredinhos (parte II)

- Filha, me conte... Sei que está escondendo algo.

Talvez não foram exatamente essas palavras ditas pela minha mãe, mas tiveram o mesmo significado. Uma mãe sempre sabe quando coisas acontecem, quando algo estranho circula pelo ar, as mães sentem de longe o cheiro de travessuras.
Não diria que são certamente travessuras, e sim momentos vividos por adolescentes e que com o tempo acabaram se tornando normais. Para nossos pais e avós essas coisas são assustadoras, inaceitáveis e, às vezes, até acham que são coisas de outro mundo, mas na verdade são de outro mundo, o nosso novo mundo, muito diferente do mundo que eles eram acostumados a viver.
Perante essa introdução, eu gostaria de citar que mesmo nova eu já vivi muitas coisas em uma adolescência, ainda estou na metade dela e daqui há 3 anos, quando completar meus 18, poderei me considerar adulta... Ou não, pois quero curtir minha adolescência mais e mais, vou querer apenas um pouco (na verdade muita) de independência, mas sempre com responsabilidade. Mas isso não vem ao caso, o que eu realmente passar para você é sobre segredos se uma típica adolescente que muitas vezes não sabe o que quer, uma adolescente que se acha rejeitada às vezes, que desconta toda sua tristeza e angústia em simples músicas e melodias, seja escrevendo, cantando ou escutando. Uma adolescente que se sente incompreendida por seus pais, mas que também não faz o mínimo esforço para entendê-los (mas eu compreendo meu erro).
É difícil falar dessa adolescente, porque é difícil falar sobre mim mesma. Ela sou eu e eu sou ela, porém me sinto distante dela muitas vezes e nessas vezes me sinto inconformada de estar tão longe de mim e não me compreender, de estar me deixando de lado, de estar me perdendo por coisas tão banais, de estar me matando aos poucos mesmo sem querer. Alguns segredos me matam por dentro, mesmo que eu pareça tão bem por fora, alguns segredos são tão maus que parecem estar me martelando e me enfraquecendo a cada dia que passa, e vejo que guardar certos tipos de segredos me faz muito mal, mas tenho mais medo do que poderia acontecer se eu contá-los para alguém, logo me contento em acreditar que seria bem melhor deixá-los guardados.

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